Carla Lisbeth Rueckert (16/07/1943 – 01/04/2015)

Hoje eu soube da morte de uma grande amiga e mentora, Carla Lisbeth Ruckert. Ela morreu no dia 1° de abril, aos 71 anos, ao lado do marido Jim McCarty em sua casa em Louisville, Kentucky, EUA. De acordo com o relato dele, a morte de Carla foi rápida e tranquila, o que nos conforta um pouco, mas que não diminui o sentimento de luto.

É difícil definir o que a Carla representava – e representa – para mim. Um exemplo a ser seguido; um farol de Luz e Amor no meio de tanto ódio, medo e egoísmo; uma das poucas pessoas que eu respeitei – e continuo respeitando – incondicionalmente. Foi ela quem me ensinou o verdadeiro significado da Fé e do Amor, e isso teve repercussões de ordem cósmica na minha vida.

Lembro-me de quando estava visitando-os em Louisville em fevereiro de 2013. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram pequenos papeizinhos colados em todas as partes da casa com mensagens específicas – na pia do banheiro, por exemplo, o papelzinho dizia “Thank you for the water”, e isso resume a sua visão de mundo: amar incondicionalmente e agradecer a tudo e a todos que passassem pela sua vida, por mais breve ou aparentemente insignificante que fosse tal contato.

A Carla não foi apenas o canal do material intitulado Law of One, que por si só já mereceria a imortalização de sua memória. Não, ela não foi apenas isso – ela também foi a encarnação dos princípios que ajudou a trazer à tona. Hoje o seu trabalho é conhecido e respeitado mundialmente, e se um dia ela foi capaz de intermediar informações de um nível tão alto como aquelas transmitidas pelo complexo de memória social intitulado Ra, isso só ocorreu porque ela era tão transparente e cristalina quanto as palavras que ela ajudou a materializar neste mundo.

Um lado meu está triste pela partida dela, evidentemente, mas um outro lado – o meu melhor lado, ouso dizer – sabe que ela passou da morte para a vida, e não o contrário. Nós que estamos aqui nesta bolinha de gude azul chamada Terra somos os verdadeiros desafortunados, e na verdade era ela quem deveria estar de luto por nós.

Mas quer saber de uma coisa? Isso definitivamente não é o estilo da Carla – se pudéssemos escutar as palavras dela lá do outro lado do Portal para a Infinitude Inteligente, tenho certeza que ela estaria dizendo que a vida na Terra é uma bênção, mesmo que pareça o contrário, e que devemos agradecer todos os dias pelas experiências catalisadas através de nossa existência nesta vestimenta complexa que chamamos de corpo humano.

E ela estaria certa.

Nós, que continuamos nossa existência e experiência na terceira densidade, temos o dever/honra de prosseguir com o trabalho que ela ajudou a perpetuar, um trabalho que transcende credo, raça, geografia, tempo e espaço – um trabalho que exige apenas que cada um de nós busque a Verdade dentro de nosso íntimo, e que pede que materializemos essa Verdade da melhor maneira que pudermos, construindo o nosso mito pessoal ao longo da jornada, auxiliando no despertar de nós mesmos e, através do exemplo, auxiliando no despertar das pessoas à nossa volta.

Descanse em paz, Carla, mas só por enquanto, porque quem a conhece sabe que muito em breve você vai recomeçar todo o seu trabalho do outro lado do véu. Direciono todo o meu amor a você e ao Jim, o último guardião do grupo original que trouxe à vida o material que conhecemos como Law of One, material este que foi responsável por despertar tantas pessoas de um sono profundo e doloroso.

De um wanderer para uma ex-wanderer, meus sinceros votos de sucesso na sua nova jornada.

 

Com Amor/Luz,

Edgard